O Tupinista voltou
A cultura tupi quase acabou, foi silenciada, fragmentada, empurrada para as margens da história. Mas não desapareceu. Ela permaneceu viva naquilo que ninguém conseguiu apagar: na toponímia das nossas cidades, nas palavras do português que usamos todos os dias, e naquilo que ainda pulsa como atitude — uma forma de ver, de existir, de resistir. É dessa permanência invisível que nasce a minha atitude tupinista: não como nostalgia, mas como retomada. Não como passado, mas como continuidade. A cultura tupi não morreu — ela está voltando. E desta vez, para se estabelecer. Na foto estou ao lado do meu Arhat (clara referência a Murakami , que me inspira), o Arhat tupi. Ele segura um maracá, e dentro desse instrumento está uma das ideias mais profundas da nossa cultura: o corpo como recipiente de vida. A cabaça oca guarda sementes que fazem som — assim como nós guardamos em nosso interior aquilo que vibra, que nos dá identidade. O som do maracá não vem de fora. Ele nasce de dentro. Sou 16º d...



